Segundo o deputado descaradamente corrupto João Plenário, personagem do humorista Saulo Laranjeira em A Praça é Nossa (SBT), o povo é que é sem-vergonha, não políticos como ele. Ele é um “ficha-suja” inconteste, mas tem quem vote nele e com seu voto o perpetue no poder. Transpondo da ficção para a realidade, temos um cenário verdadeiro em que o processo eleitoral de 2010, como nas eleições anteriores, é disputado por um monte de “fichas sujas” ávidos pelo voto do eleitor incauto. Ou melhor, do eleitor sem um pingo de vergonha na cara. Se o candidato é “ficha suja”, ainda assim você vai votar nele por quê? Porque você também não presta. É igualmente mau-caráter.
Amigo meu, advogado, filho de famoso político guaçuano já falecido, diz estar tão enojado da classe política, que a política só atrasou a vida de sua família, que, por isso, está decidido a votar no Tiririca e… “numa puta!”. “Se tiver uma candidata puta eu vou votar nela!”, garante. E o pior é que tem, ou bem próximo dessa que é a profissão mais antiga da humanidade. É a atriz pornô Cameron Brasil, cuja candidatura a deputada federal pelo PTN de São Paulo é prova cabal do quanto os partidos políticos brasileiros respeitam a sociedade e principalmente o eleitor. Na propaganda eleitoral gratuita na TV ela pede sem pudor nenhum que o eleitor “vote com prazer”, e, lânguida, completa: “vote dezenove…sessenta e nove”. Para quem não sabe, 69 é o número que simboliza um casal praticando sexo oral. Ler tudo
Amante de motos desde quando ainda tinha cabelos, o tecnólogo em Turismo Marlon Casagrande, filho do ex-vereador guaçuano Luís Casagrande, resolveu curtir a estrada meio que nos moldes do filme “Diários de motocicleta”, de Walter Salles Júnior, que retrata a juventude aventureira do revolucionário Che Guevara sobre duas rodas. Seus relatos estão sendo divulgados com exclusividade pelo Portal Mogi Guaçu em série intitulada ”Diário de bordo”. Acompanhado de Fernanda (?), Marlon, que recentemente pediu exoneração, por divergências pessoais, de cargo comissionado na Secretaria Municipal de Esportes e Turismo, está na Argentina, mas parece que já está picando a mula de volta para Mogi Guaçu devido ao mau tempo. Quem quiser, pode acompanhar o 3º e o 4º dia da saga, devidamente ilustrada por fotos, clicando aqui.
Egídio Franco
O horário político na televisão nunca foi tão interessante. Surge durante o programa, entre outros tantos personagens, o humorista Tiririca: “Você sabe o que faz um deputado federal?”, pergunta aos eleitores. “Na realidade eu não sei, mas vote em mim que eu te conto”, emenda sem perder tempo. Depois aparece o estilista Ronaldo Esper declarando que vaso ruim também quebra e que vai à capital federal para quebrar todos os vasos ruins de lá, em alusão aos políticos corruptos. Para isso, ele argumenta que de vaso ele entende, pois já foi detido por roubar vasos em cemitérios. São dois exemplos de muitos candidatos que estão aparecendo na televisão em um sinal claro de falha no sistema eleitoral. Ler tudo
Por 6 votos a 3, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) referendaram hoje a decisão tomada na semana passada pelo colega Carlos Ayres Britto, que suspendeu parte da legislação eleitoral que proibia os programas de humor de fazerem piadas com candidatos e partidos políticos no período eleitoral. Leia a notícia completa da Folha no UOL aqui, e solte o humorista que existe em você. Está liberado!